Segundo palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, toda a verdade passa por três fases: primeiro é ridicularizada; depois violentamente atacada; por fim, é aceite como evidente [1]. Diz o provérbio que quem ri por último ri melhor, mas nem sempre os detentores da verdade têm sequer tempo de rir, quanto mais de rir melhor! Pense-se no famoso cientista Galileu, por exemplo. A história veio a dar-lhe razão. A sua teoria de movimento dos planetas não era nada intuitiva para o conhecimento da época, que sustentava que a Terra era o centro do Universo e todos os restantes astros giravam à volta dela. Além disso, a interpretação das escrituras sagradas indicava precisamente isso. Galileu descobriu que modelar o Sol como o centro e a Terra a girar à volta dele seria muito mais fácil e coerente com o que realmente acontece. Esta é a verdade actualmente aceite, uma verdade “mais do que evidente”. No entanto, a contas com a Inquisição Galileu teve a vida em risco. Negou a sua própria verdade e escapou à morte, mas acabou por viver os seus últimos dias em prisão domiciliária – ciência, a quanto obrigas!
Uma das vantagens de estar numa carreira científica é a constante descoberta de coisas novas. Algumas úteis na vida prática, outras são apenas curiosas. Mas eventualmente todas são interessantes, e quase todas contribuem para a construção de uma perspectiva diferente do mundo.
Os fãs do “Caminho das Estrelas” hão-de com certeza lembrar a lógica do inesquecível Spock. Orelhas de gato, meio humano, meio extra-terrestre, Spock dispunha de uma capacidade de dedução e raciocínio que chegava a ter tanto de brilhante como por vezes de hilariante ou cruel. Numa missão em que a probabilidade de alguns sobreviverem aumentasse consideravelmente com sacrifício da vida de outros, Spock não hesitaria no sacrifício. Tão simples e linear quanto isto. Mesmo que o potencial sacrificado fosse ele, assumia-o sem qualquer problema ou traço de emoção. Afinal, era o procedimento óbvio a tomar, de forma lógica e racional. Tão simples quanto isso. Como somar dois mais dois. Não pode haver margem para dúvida, basta saber fazer a conta.
Se há coisa que anda agora na boca do povo, a crise económica há-de ser. Bancos que num ano dão lucros de milhões e no ano seguinte abrem falência. Governos que num momento privatizam, porque privado é que funciona bem, no momento seguinte nacionalizam, porque afinal não era bem assim. Biliões de Euros ou Dólares “desaparecem” de um momento para o outro.

Viver para sempre tem sido um sonho que a Humanidade persegue desde longa data. Há séculos que feiticeiros, druidas e alquimistas procuravam o “elixir da eterna juventude” (e os poetas o cantavam e cantam, como fez Sérgio Godinho na memorável canção que vale sempre a pena ouvir de novo!).
Sim, você arrisca-se mesmo a não passar o teste de Turing e ser confundido com uma máquina. Aliás, não seria a primeira pessoa a quem isso acontece.

Matematicamente, há muitas singularidades. Uma singularidade é, por exemplo, o que acontece em situações como a divisão por zero, que resulta indefinida, ou infinito. A singularidade marca um ponto de transição entre dois «domínios», ou dois «mundos», num ponto ou instante.
Morreu em Março passado Joseph Weizenbaum, um dos mais famosos cientistas na área da Inteligência Artificial e pai de Eliza, a sua mais famosa criação. O seu livro “O poder do computador e a razão humana” é um marco incontornável para investigadores e público em geral interessado na área das Mentes Artificiais1.
“Os estudos sobre o assunto mostram que a proteção intelectual se provou desastrosa para a indústria de software” - quem o diz desta vez não é Richard Stallman (criador do conceito de Software Livre), nem Linus Torvalds (criador do sistema operativo Linux), nem qualquer outro guru do mundo do Software Livre. Di-lo Eric Maskin, norte-americano de 57 anos, prémio Nobel da economia - e mais talvez seja desnecessário afirmar.
Falar é para nós uma coisa tão natural, tão óbvia e simples que só damos pela sua importância quando uma rouquidão das antigas nos tolda a voz. E, apesar de toda a naturalidade com que aprendemos línguas e nos expressamos, a verdade é que o processamento de língua natural tem sido um dos mais complicados problemas que a Inteligência Artificial tem enfrentado.