Sim, você arrisca-se mesmo a não passar o teste de Turing e ser confundido com uma máquina. Aliás, não seria a primeira pessoa a quem isso acontece.
Matematicamente, há muitas singularidades. Uma singularidade é, por exemplo, o que acontece em situações como a divisão por zero, que resulta indefinida, ou infinito. A singularidade marca um ponto de transição entre dois «domínios», ou dois «mundos», num ponto ou instante.
Morreu em Março passado Joseph Weizenbaum, um dos mais famosos cientistas na área da Inteligência Artificial e pai de Eliza, a sua mais famosa criação. O seu livro “O poder do computador e a razão humana” é um marco incontornável para investigadores e público em geral interessado na área das Mentes Artificiais1.
“Os estudos sobre o assunto mostram que a proteção intelectual se provou desastrosa para a indústria de software” - quem o diz desta vez não é Richard Stallman (criador do conceito de Software Livre), nem Linus Torvalds (criador do sistema operativo Linux), nem qualquer outro guru do mundo do Software Livre. Di-lo Eric Maskin, norte-americano de 57 anos, prémio Nobel da economia - e mais talvez seja desnecessário afirmar.
Falar é para nós uma coisa tão natural, tão óbvia e simples que só damos pela sua importância quando uma rouquidão das antigas nos tolda a voz. E, apesar de toda a naturalidade com que aprendemos línguas e nos expressamos, a verdade é que o processamento de língua natural tem sido um dos mais complicados problemas que a Inteligência Artificial tem enfrentado.
Não é esse com certeza o sentimento generalizado, nem a afirmação pode ser tomada à letra. Mas não deixa de ser verdade que o computador, tal como o conhecemos, pode estar a tornar-se inevitavelmente obsoleto, ou perigosamente diferente da nossa concepção.