Uma discussão interessante que tem ressurgido nos últimos tempos é a ligação entre a automação de tarefas e o desemprego. À baila da crise, eis de volta um tema que as épocas de crescimento económico e de forte emprego quase fazem esquecer.
Uma pessoa “normal” diz até 200 mentiras ao dia. Essa é, pelo menos, a conclusão de um estudo realizado recentemente por investigadores da Universidade de Viena, Áustria [1]. De um outro estudo, nos Estados Unidos da América, o The Old Farmer's Almanac conclui que um Americano diz em média 26 mentiras por dia [2]. No Reino Unido, por sua vez, o Daily Mail afirma que a cifra se situa nas seis mentiras por dia para homens e três da parte das mulheres [3]. Seja qual for a média em Portugal, o número não há-de deixar de impressionar caso alguém decida um dia tirar a limpo a quantidade de mentiras que por cá se diz.
Conta a lenda que os santos de Zurique, Felix e Regula, andaram milagrosamente 40 passos, depois de decapitados. Felix e Regula eram dois irmãos, ambos membros da Legião Tebana. A Legião Tebana era uma unidade do exército Romano, constituída integralmente por cristãos recrutados no Egipto, na cidade de Tebas. Segundo a lenda, no ano 286 a Legião Tebana integrou uma campanha do Império Romano para suprimir uma rebelião na zona que é a actual Zurique. Em agradecimento pelo sucesso da campanha, o Imperador ordenou sacrifícios aos deuses romanos, sacrifícios esses que passavam pela execução de vários prisioneiros cristãos. Os soldados da Legião Tebana recusaram cumprir a ordem, e foram eles próprios sacrificados. Segundo a lenda, vários milagres aconteceram então. Entre eles, o milagre de Felix e Regula, que, uma vez decapitados, pegaram as próprias cabeças, andaram quarenta passos até ao cimo de um monte, e aí oraram antes de se deitarem para finalmente morrer.
Quando uma torrada cai, é por demais sabido que há-de cair com a manteiga virada para baixo. Parece que é mais ou menos o mesmo princípio que faz chover se você não leva guarda-chuva em dia meio cinzento, mas faz vir sol se você levar o dito guarda-chuva.
Circulou (e circula ainda) na Internet a "interpretação" do famoso soneto de Camões "Amor é fogo que arde sem se ver":
Quem lida com clientes, projectistas de software e programadores - ou alunos -, sabe que o desenho não anda muito longe da realidade...
Se mexe, pertence à biologia
Se fede, pertence à Química
Se não funciona, pertence à Física
Se ninguém entende, é Matemática
Se não faz sentido, é Psicologia ou Economia
Se não mexe, não fede, não funciona, ninguém entende e não faz sentido, é Informática.
(Autor desconhecido)
Um caso paradigmático é o médico obeso e que fuma, mas exemplos não faltam. O professor que mente depois de ensinar que não se deve mentir. O clérigo que prega as virtudes da vida simples na maior das opulências. A mãe que ensina o filho a não passar o sinal vermelho minutos antes de o fazer. Enfim, os exemplos nunca mais acabam, e a sabedoria popular aprendeu a resumi-los claramente na máxima “Olha o que eu digo, não olhes o que eu faço”.
Um popular “teste” para distinguir se uma pessoa tem efectivamente alguma ponta de racismo é perguntar à pessoa em causa se casava com alguém de outra cor. Curiosamente, muitas pessoas que não são conscientemente racistas, e de todo recusam a ideia de o ser, recusam também a ideia de fazer vida conjugal com uma pessoa de outra cor. Portanto, racionalmente esforçam-se por não ser racistas. Mas no subconsciente ainda não aceitam que uma pessoa de outra cor lhes seja completamente igual, uma vez que não concebem fazer vida conjugal com ela, baseando-se essa escolha apenas na cor da pele.
Os atletas olímpicos já não competem nus, e a democracia actualmente já não é directa mas representativa. No entanto, 2500 anos depois, os legados da Grécia antiga na civilização ocidental moderna são de valor inestimável.